As Redes Sociais na Família, na Terapia Familiar e na Sociedade Brasileira

Elenice Alves Gomes

Dias 24 e 25 de maio de 2013 foi feito um Simpósio com esta temática na cidade maravilhosa, promovido pela ATF/RJ (Associação de Terapia Familiar do Rio de Janeiro). O convidado especial foi Gonzalo Bacigalupe, terapeuta familiar chileno, radicado nos Estados Unidos. A metodologia do evento foi conduzida de forma dinâmica, fazendo com que o público de aproximadamente 70 terapeutas familiares brasileiros se envolvesse na análise do impacto das redes sociais nos dias atuais.

Repasso algumas informações importantes:

  • A rede mais acessada atualmente é o Facebook.
  • Em segundo lugar vem o Youtube.
  • O Skype NÃO tem privacidade!!!

Para quem se interessa e precisa aprofundar o assunto, recomento o livro “Vivendo esse mundo digital: impactos na saúde, na educação e nos comportamentos sociais”, editado recentemente pela Artmed e organizado por Cristiano Nabuco de Abreu, Evelyn Eisenstein e Susana Graciela Bruno Estefenon.

Logo após este evento, em junho desse ano, vivemos no Brasil a já histórica onda de manifestações populares que se espalharam por todo país, convocada essencialmente pela rede campeã: Facebook. Este fenômeno não foi exclusividade nosso! A Primavera Árabe, o Occupy nos Estados Unidos, os Indignados na Espanha e a defesa da Praça Taksim na Turquia confirmaram a força das redes e o papel das novas tecnologias de informação e comunicação na contemporaneidade. Este novo papel, parece ser o de quebrar o monopólio das mídias tradicionais e evidenciar o esgotamento dos atuais modelos de representatividade civil nestes países.

Restam algumas questões importantes:

  • Como liderar essa “massa digital”?
  • O objetivo é apenas Movimentar?…
  • Enquanto redes sociais, qual a melhor forma de usar essas ferramentas?…

No atendimento clínico a casais e famílias, temos visto grandes impactos causados pelo mau uso das redes e outras formas de comunicação eletrônica, devido a exposições excessivas de pessoas e suas vidas privadas. São ferramentas ainda em construção e que por isso, requer ainda muito aprendizado e cuidado sobre seu uso.

*Texto baseado em artigo publicado no Boletim do segundo quadrimestre de 2013 “O Bode eSpiatório”, da APTF (Associação Paulista de Terapia Familiar)

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